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Foto: Visitfoods

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PROJETO
TEJO

Projeto de fins múltiplos, que cria uma estrada de água permanente, contínua e navegável de Lisboa a Abrantes, ao serviço das populações ribeirinhas, desenvolvendo o turismo, a pesca e outras valências, com expansão da área regada no Vale do Tejo e extensão para Setubal e o Oeste.

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Projeto Tejo - lista de apresentações do projeto já realizadas

O Projeto

Pretende ser uma referência a nível ambiental, recuperando linhas de água e zonas ambientais sensíveis, Pauis, Salinas e Mouchões, otimizando o aproveitamento das águas superficiais e respondendo em tempo útil a fenómenos poluitivos locais.

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O TEJO

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A BIODIVERSIDADE.

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Antes de tudo, já cá estava o Tejo. O grande rio que corre em dois países é muito mais velho do que todos nós. Nele navegaram barcos de todos os tamanhos. Nas suas águas nadou gente. Foram feitas fogueiras nas suas margens e no fogo cozinhou-se o peixe. Nas mesmas margens descansaram outros animais: lebres, doninhas, javalis, lontras, ouriços-caixeiros ou até raposas. Mais perto da água, e de vez em quando até dentro dela, estavam as rãs, as salamandras, as cobras ou as lagartixas. Sobrevoando o rio e os caniçais estavam águias, corujas, flamingos, garças, gaivotas, e até os muito coloridos guarda-rios. Quem sabe se não terá sido a esse pássaro que tomou de empréstimo a palavra que denomina uma das mais antigas profissões exercidas junto ao Tejo: a de guarda-rios. O Tejo, apenas por existir, gerou vida e prosperidade à sua volta. Aqueles que o guardavam, guardavam-se a si mesmos. Às suas aldeias, às suas crianças, às suas colheitas, aos seus animais, aos seus momentos de lazer, ao seu trabalho e até às suas cidades. Guardar o Tejo significa, desde o princípio, guardar a vida.

 

Nos últimos anos a profissão de guarda-rios já não está tão em voga. A falta de vigilância do Tejo é grande. As margens são de difícil acesso, e em muitas áreas praticamente nem passa água. Em certas zonas onde antes passavam os barcos, é impossível navegar. Os pássaros guarda-rios também não se avistam como antes, até porque muitas das populações de aves estão confinadas em pauis ou em reservas. Lontras e raposas parecem ter praticamente abandonado as cercanias das marachas. Aliás, essa cintura arbórea que servia não só para proteger as margens como para filtrar a areia, está cada vez mais degradada. Sem as marachas saudáveis, é mais difícil impedir que a areia invada os campos durante as épocas de cheias. Por outro lado, as subidas e descidas bruscas, do nível das águas, assim como a crescente salinização do Tejo, têm feito com que muitas das espécies existam cada vez em menor número. Algumas não têm força para contrariar a água, outras são comidas por espécies invasoras. A lampreia, por exemplo, que durante anos levou gente a peregrinar em seu nome até aos restaurantes, cada ano é mais difícil de pescar. Por causa disso os pescadores perdem sustento. Abandonam as aldeias junto ao rio, e vão procurar uma vida melhor noutros lugares. Os restaurantes fecham. Quanto às tais “peregrinações”, que levavam muita gente a atravessar o país só para comer o peixe, elas deixam de existir, contribuindo assim para um declínio do turismo, interno e até externo.

A lampreia é um exemplo, entre centenas, dos efeitos do abandono do Tejo. Este rio, muito mais antigo do que todos nós, tem sofrido demasiado nos últimos anos. Secas violentas e cheias excessivamente fortes. Eventos poluidores. Discussões políticas em torno da água. No fim, quem paga é sempre o rio. Fica cada vez mais abandonado, e subaproveitado. Mas ainda não é o fim. Vamos sempre a tempo de voltar olhar para o Tejo, até porque ele continua a olhar para nós.

 

Numa época como esta, em que grande parte da população se vê forçada a sair da cidade por não poder viver nela, ou até mesmo por não o desejar, vamos a tempo de voltar a aproximar a população do rio. Junto à água existe uma maior probabilidade de bem-estar. Pesca, navegação, gastronomia, uma vida mais saudável, turismo: estas são apenas algumas das coisas geradas pelo rio. Em vez de se abandonar o Tejo, devia cuidar-se dele. Desenvolver por exemplo parcerias com escolas e faculdades. Com associações locais, externas e estrangeiras. Fomentar estudos e atuações práticas que ajudem a que a fauna e a flora do Tejo sejam recuperadas. Estimular as visitas e o turismo ambiental. Acima de tudo, permitir que as populações voltem a ter condições de vida e de subsistência para voltar ao rio.

 

O Tejo é responsável por grande parte da vida no nosso país. Dá-nos de beber, rega os nossos campos, favorece o nosso turismo. Vamos a tempo de agradecer-lhe, voltando a olhar para ele. Esta é a missão deste projeto: regressar ao Tejo. Para que o Tejo, que já cá estava antes de nós, fique aqui por muitos mais anos. Cada vez mais forte, mais fértil, capaz de a acompanhar e apoiar as gerações futuras e o Portugal futuro.

TEJO: ANTES, DURANTE, DEPOIS

Um rio
é para sempre.

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